Rabiscos em um guardanapo.
No café da esquina
Não só o vento gélido e aroma do café
Incomodam os sentidos.

A cabeça busca eternizar e esquecer.
O coração continua a bombardear o líquido vermelho;
Enquanto metaforicamente
Amarga a ausência das palavras, do toque,
Do chamego, da bajulação singular.

Acompanhando o sabor nada doce
A bebida quente, cor da terra
Envolve, invade seu corpo e aquece.

Por pouco tempo a mente e alma
Se vêem envolvidas pela antiga paixão,
Mas, mau a última gota lhe toca
Já se vê olhando para o lado
À busca dos passos que não mais
Lhe surpreenderão.