Oi, tudo bem? Olha eu aqui 😁
Estava conversando com meu pai e ele contou uma história que nos deixou com a pulga atrás da orelha, pois bem:Na rua por onde ele passava havia uma senhora. Essa senhora ficava sentadinha em uma cadeira, em frente à casa dela, na calçada. E assim, cumprimentava todos que por ela passavam. Desejando um bom dia, boa tarde, fique com Deus. Coisas deste tipo.
Se ele estranhou? Claro. Cumprimentou. Claro. É meu pai!
A questão é: uma pessoa passou por ele e falou que ela era doida. Maluquinha. Por isso falava com estranhos o tempo todo.
Você viu algum problema na afirmação dessa pessoa? Ou a estranheza ficou no comportamento da senhora?
Pense… Ela é louca mesmo?
Começamos a lembrar de tantas loucuras tão naturais nessa nossa contemporaneidade:
- As pessoas andando com as cabeças baixas aprisionadas em suas telas portáteis;
- Pessoas conversando, e até marcando encontros, com outras pessoas estranhas que "conheceram" via internet;
- Crianças ordenando seus quereres aos seus pais;
- Nossa constante vontade em trabalhar muito para ter uma vida melhor - enquanto a vida escorrega pelos dedos;
- Casais que não se comunicam mais, pois apesar de estarem frente à frente, estão interessados nas últimas atualiações nos celulares;
- O constante medo que nos faz viver em verdadeiras fortalezas. Não saindo nem dos nossos cubículos para brincar na área de lazer. Mesmo quando o lazer também está cercado por câmeras e portões;
- O desrespeito com o outro pela ausência de paciência nas relações;
- A falta de bom senso quando estamos no trânsito, no metrô, vivendo em comunidade;
- O alto teor de importância dado aos animais de estimação. Amo animais, mas já vi cada coisa...;
- Os centros de entretenimento para crianças - espaços lúdicos de diversão. Agora é preciso pagar um lugar para a criança aprender a brincar, aprender a ser criança;
- A ausência de responsabilidade dada aos filhos, de acordo com a idade de cada um. Ou, o nível elevado de responsabilidade na agenda deles;
- A constante vontade de provarmos algo para o outro;
- Lidar com cara feia quando você afirma que seu filho ainda não tem celular, mesmo que ele tenha só cinco anos. E vai demorar para ter;
- Como gastamos mais tempo com os perfis no Instagram, ou outra rede social, ao invés de nos conectarmos aos nossos amigos;
- Julgamentos baseados nos comportamentos, posses, vestimentas;
- Etc., etc., etc.
Sim, a lista é grande. E, com toda certeza deixei algo de lado. Claro, há situações e situações. Pessoas e pessoas. Mas, o fato é: a senhora é realmente louca?
Ela estava curtindo a calçada da própria casa. Vendo o movimento da rua e falando um olá desejando um belo dia para quem passasse por ela. Será mesmo que a louca é ela?
A loucura precisa ser repensada, reavaliada.
E sim, eu também me policio, porque a vida é isso. Errar e Acertar. Olhar, aprender, se descobrir, entender, equilibrar e fazer novo. Fazer diferente. Fazer o melhor para você e para o próximo.
E, talvez, ser louca igual a senhora do bom dia!
4 Comentários
Gosto da ideia de me parecer com esta "Louca". Adorei!
ResponderExcluirHá anos vi um poema que me chamou atenção, mas não lembro o autor, e dizia mais o menos o seguinte:
"Somos loucos,e somos poucos....
...Mas o pouco do que somos nos tornaremos inesquecíveis na memória dos caretas."
Sucesso pra você!
Talitta
Bora ser inesquecível na memória dos caretas! :-) Obrigada por aparecer!
ExcluirRealmente somos tratados como loucos,quando desejamos um cumprimento de um simples desejo a quem não conhecemos,talvez seja só isso que alguém precisa no seu dia.Acho que faço parte dessa loucura😆
ResponderExcluirEita loucura saudável essas...apareça mais!
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