Inicialmente belas pernas, um andar de deixar qualquer homem balançado e outros requisitos que com certeza faria muito homem dar um giro de pelo menos 180º no pescoço. E um possível comentário: o homem que a tem é com certeza de grande sorte. E quando menos se espera a bela moça é surpreendida e sua vida muda por completo, bem, a do 'homem' dela com certeza também mudou!!!

O Disfarçe (Pretendiendo, 2007) é o tipo de filme que não passa no cinema, que ninguém comenta (pode procurar no google terá certa dificuldade em encontrar uma crítica) que a locadora tem escondido em algum lugar e a capa não tem forte poder de atrair os olhos sedentos por efeitos especiais e blockbusters.

Entretanto, apesar de todos esses contras do comércio cinematográfico, é de surpreender. Um roteiro bem escrito e desenvolvido, capaz de tirar algumas risadas, confundir, aplaudir a mocinha e até torcer pelo 'galã' não tão bonito nem comportado.

A discussão gira na dificuldade encontrada em viver com a beleza a seu favor e ao mesmo tempo a descoberta de que nem sempre é o belo que atrai, porém o que está por trás dele. Muitas vezes nem a pessoa responsável pelo que está por trás da beleza tem noção de quem realmente é.

A trilha sonora faz questão de temperar a história que brinca com quatro personagens que tentão descobrir algo na relação complicada do amor e sexo. Cuidado três destes personagens tratam da mesma pessoa, mas não dá para falar muito senão a graça do filme é perdida em poucas linhas.

Na fuga, vingança e disfarçe, a vida ensina para seus personagens que é possível ir além do previsível. Um pouco raro, mas não impossível. Que toda regra realmente tem uma excessão e o julgamento não pode ser feito à todos por causa da ação de um.