Michael Jackson em Thriller

Michael Jackson é homenageado em Thriller Live Brasil Tour. Temporada em São Paulo vai até 23 de junho, no Credicard Hall.

                                                                                             Foto | Carolina Teixeira

Michael Jackson virou uma lenda. É um fato! Não importa se fez coisas boas ou ruins. A grande questão está em como uma criança, a menor de tantos irmãos, conseguiu ir adiante (e olha que nem tinha internet), transformar a música, transformar o modo de se fazer videoclipes e ainda ser inspiração para muitos músicos da atualidade.

Lenda é basicamente ser conhecido, mesmo não sendo. Isto é, eu posso não ser fã do Michael Jackson, mas certamente, uma vez na vida, já ouvi alguma música dele e corro um sério risco de ter tentado alguns passos, mesmo não sabendo que era dele. Inclusive, as baladas mais românticas dele são experts em nos enganarem. Acredite, você já deve ter ouvido uma música dele e nem sabe que ele é o intérprete.

O musical Triller Live tenta exatamente fazer um passeio pela vida musical do cantor, seguindo uma linha cronológica dos lançamentos dos álbuns, sem se enrolar em questões pessoais, afinal de contas, Michael é música. Assim nasceu, em Londres, esta apresentação que tem homenageado o 'rei do pop' em várias partes do mundo.


A edição Brasil segue a estrutura da original. Cinco cantores/dançarinos se revezam para relembrar os grandes hits de Michael, entre eles, uma criança representando o período Jackson 5; uma mulher, que sinceramente não entendi muito bem, mas ela surgiu quando falaram da irmã de Jackson (deve ser para mostrar como todos cantam Michael); e um que é a cara, o estilo, o jeito, a voz de Michael Jackson - performance impecável. Desta equipe apenas dois brasileiros, a criança e um adulto.
                                                                                                    Foto | Divulgação

Ao fundo, enquanto cantam, uma grande equipe de dançarinos faz coreografias ao melhor estilo clipes de Michael Jackson. No palco, nenhum trabalho complexo no cenário, apenas uma ponte com escadas nas laterais e muito, mas muito jogo de luzes. Inclusive, foram bem felizes na brincadeira com cores e sombras, principalmente na música Dangerous.

O show não empolga logo de início, e você até pensa: entrei em uma roubada! O cantor mirim desafinou um pouco e o som não ajudou nada. A casa não oferece boa acústica e, para completar, o microfone pifou algumas vezes. Era difícil compreender o que estavam cantando e fui para casa um pouco surda. Mas, melhora na segunda parte. (Sim, existe uma possibilidade de eu não ter gostado desde o começo por não ser uma destas super fãs e as músicas mais conhecidas estarem na segunda parte). 
                                                                                                              
Contudo, os cantores e dançarinos fizeram um bom trabalho, apesar de estarem bem caricatos. Talvez por não se tratar de um musical contando uma história, ao melhor estilo A Bela e A Fera, ou My Fair Lady, o grupo caprichou nas caras e bocas e me fizeram lembrar dos musicais da Disney, mais especificamente High School Musical. 


Mesclando canções, danças com narração, ao vivo, em inglês e português - deveria ser tudo em português, já que nem a legenda acompanhava o narrador -, as apresentações seguiram mais em homenagem do que imitações do cantor pop. Apenas aquelas músicas clássicas com batidas e passinhos de dança ganharam uma atuação mais verossímil, levando o público ao delírio. Claro, Michael era imagem, não só voz! E definitivamente, Thriller é imortal.

Obs: A banda estava impecável, azar o deles o som não ser de qualidade. Aplausos à parte por terem conseguido arrasar na música apesar dos pesares.

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