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A vida pode nos deixar de "boca aberta" em momentos e circunstâncias velhas, novas, iguais e diferentes

Conhecimento para Sobreviver

by - 10:55 PM

Carolina Teixeira
A BBC Brasil juntamente com a rádio CBN realizaram três debates ao longo das segundas-feiras que anteciparam as eleições 2010. O tema escolhido foi O Futuro do Brasil, bem propício para o momento. O tema central foi dividido em: A riqueza do Brasil - os desafios da economia, A capacidade do Brasil - o papel da educação e O Brasil no mundo - política externa e a defesa do meio ambiente. Para quem não pode comparecer, os debates estão, na íntegra, no site da CBN. (O último será veiculado sábado (2) às 13h30 na rádio CBN).

Fiquei bem curiosa ao observar política externa e meio ambiente na mesma pauta, então compareci no último debate. Essas questões costumavam ser discutidas separadamente, até porque, muitas vezes, eram vistas como inimigas. Entretanto, uma lição foi corrigida - o meio ambiente não deve ser visto como 'nicho', isto é, um assunto 'menor' dentro de outros considerados mais importantes, mas, como O assunto a ser discutido em qualquer situação e, de até, maior relevância do que os demais.

Pode parecer ridículo esse tipo de comentário, para alguns muito lógico. Porém observa-se uma constante ausência de superioridade deste assunto com relação aos demais. Entre lidar diretamente com capital e falar de desmatamento, a segunda opção sempre será colocada no final da conversa, podendo, ou não, ser discutida. Se torna opcional.

Este foi exatamente o questionamento apresentado no debate que contou com a presença de Ricardo Seitenfus, professor de relações internacionais da Universidade Federal de Santa Maria (RS) e representante da OEA no Haiti; Luiz Felipe Lampreia, ex-ministro das Relações Exteriores; José Eli da Veiga, professor titular do Departamento de Economia da FEA-USP; Sérgio Besserman, professor de economia da PUC-RJ.

O Brasil foi exposto ante o seu desenvolvimento econômico e a sua presença em negociações internacionais. Suas relações capitais, sociais e políticas. Para Seitenfus o país entrou em uma nova era por deixar de ser 'duplamente reacionário' e se tornar participante pró-ativo. Em contrapartida, Besserman esclarece sobre a não mudança do peso da economia do Brasil em relação a mundial, tendo ele apenas aproveitado o fato de sair menos lesado com relação a crise econômica. Contudo, faz questão de alertar a necessidade do país estabelecer objetivos mais pontuais com relação as suas relações externas.

Apesar de não chegarem a um acordo sobre a 'boa vizinhança', entre Lula e Irã, os debatedores apresentaram suas defesas sobre a necessidade de uma comunicação internacional menos monopolista, com maior participação da comunidade, universidades, estudiosos. Lampreia defende um diálogo com caratér de debate social e não uma maneira de se auto entitular defensor de causas perdidas e sair julgando a posição dos outros.

Ação muito presente em relação ao cuidado ambiente. Quem deve tomar as devidas posturas? Países em desenvolvimento devem arcar menos com responsabilidades ambientais porque estão em fase de crescimento, enquanto os já industrializados pagam por suas falhas no passado?! Uma desculpa preguiçosa, em que um passa a responsabilidade para o outro. Para Veiga é como se todos estivessem explorando um barco, então um furo é feito e ele começa a afogar. Um participante olha para o outro e o manda arrumar, para salvá-los, enquanto ele mesmo, continua o processo, do outro lado do barco, que causará mais um buraco. Não faz sentido! Trata-se de uma participação em conjunto. As consequências atingirão à todos.

Como a sociedade está consciente do aquecimento global, pode-se cobrar mais dela, mais ações. Para isso é preciso uma transformação no pensamento ético e postura no ensino básico da sociedade. Mostrar como esse novo comportamento permite resultados mais produtivos; segundo Veiga, o Brasil pode ser a principal potência ambiental. Entretanto, é preciso investimento em inovação tecnológica. "Esse é o mundo do século XXI e a essência de tudo é o conhecimento", afirmou Besserman ao finalizar o debate.

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1 comentários

  1. Sabe, eu goto muito das matérias da BBC, e vou aocmpanahr isso tudo no site, ocm certeza; é um debate que muito me interessa, e eu ovu te contar: ainda existe gente que pensa neste país; e se o país souber valorizar essas pessoas, nós, com certeza, sairemos ganhando.
    O que eu fico indignada é que o Brasil não á suporte ou ajuda para as pessoas que relamente merecem; espero uqe isso mude um dia...

    E vc tem razão: o meio ambiente têm de entrar em pauta antes de qualquer outor assunto.

    Beeijos ♥

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